Escócia anuncia a proibição de cultivo de produtos transgênicos no país

A Escócia se aproveita de uma nova norma da União Europeia (UE) que permite que seus países membros rejeitem o cultivo de determinados produtos trangênicos autorizados pela UE.

Governo diz que quer proteger terra ‘verde e limpa’ do país

A Escócia proibiu o cultivo de alimentos geneticamente modificados em seu território, com o intuito de preservar seu status de país “verde e limpo”, conforme anunciou neste domingo o governo escocês. O Estado ainda usou como argumento a falta de evidências de que o consumidor escocês deseja produtos transgênicos.

“O governo escocês apresentará em breve uma solicitação para que se exclua a Escócia de qualquer autorização europeia para o cultivo de produtos transgênicos, incluindo a variedade de milho geneticamente modificado que foi aprovada e outros seis cultivos que estão aguardando autorização”, explicou o governo em um comunicado.

O Parlamento Europeu aprovou, em janeiro, uma decisão que determina que qualquer país da UE pode opor-se ao cultivo de transgênicos em seu território, alegando razões socioeconômicas, ambientais ou de espaço.

O governo do Reino Unido é favorável ao cultivo de produtos geneticamente modificados, mas, com uma política agrícola descentralizada, cabe a cada governo autônomo decidir sua orientação.

Amplamente cultivados nas Américas e na Ásia, os produtos transgênicos têm dividido a opinião da Europa. Alguns grupos verdes se dizem preocupados com seu impacto ambiental. Os ativistas também questionam se esses alimentos são saudáveis para os seres humanos. Por outro lado, os produtores dizem que, segundo pesquisas, as culturas são seguras.

“A Escócia é conhecida no mundo todo por seu belíssimo cenário natural, e proibir a produção de culturas geneticamente modificadas irá proteger e melhorar ainda mais o nosso status de país verde e limpo”, afirmou em nota Richard Lochhead, ministro do governo escocês para Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais. “Não há evidência de demanda significativa para produtos transgênicos pelos consumidores escoceses. Fico preocupado que, ao permitir essas culturas na Escócia, prejudiquemos nossa terra verde e limpa, arriscando, assim, o futuro do nosso setor de bebidas e alimentos de £14 bilhões [mais de R$ 76 bilhões]”.

Lochhead, que é membro do Partido Nacional Escocês, disse que apenas informou o governo britânico, que concede amplo grau de autonomia à Escócia, da decisão política.

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